quarta-feira, 19 de julho de 2017

Tenho um amor que estava escrito nas estrelas

Quem não tem uma religião ou professa uma fé pode até achar piegas ou presunçoso dizer "Sou uma pessoa abençoada ". Mas, como não ligo muito para o que as pessoas possam pensar, reafirmo para mim mesma que sou, de fato, uma pessoa abençoada. 

Hoje, acordei feliz, como na maioria dos meus dias. Dormi e acordei bem, aconchegada ao lado de alguém que parece fazer parte da minha vida desde sempre. Alguns já me disseram que desde outras vida. E não duvido. Pra quê, se ter essa impressão ou informação só aumenta a minha certeza que o nosso amor estava escrito desde sempre?

Hoje, 19 de julho, comemoro oficialmente duas datas importantes: a do nascimento e a da formalização do casamento com Roberto. Digo oficialmente porque tenho datas duplicadas. Vai ver que é porque gosto de celebrar a vida e me afirmo como aberta à felicidade. 

Nasci dia 17 de julho, mas meu pai, Seu Nilton, ao me registrar acabou colocando dia 19. E recebo abraços nos dois dias. Ninguém chega atrasado. Já no casamento, formalizamos no cartório no dia 19 e recebemos as bênçãos, através de uma cerimônia mística (uma adaptação do casamento Wicca), no dia 20.

Sobre inaugurar um motor 5.5 digo que é uma honra e uma dádiva. Mesmo que eu esteja quase 20 quilos acima do meu peso ideal. Mesmo que não possa mais falar e abraçar pessoalmente a minha querida Nicinha Amorim e meu querido Nilton Cavalcante Amorim, que foram chamados para o outro lado do caminho. Ela, há 2 anos, 11 meses e 19 dias. Ele, há 1 mês e 15 dias. 

Mas tenho 10 irmãos vindos do amor de Nilton e Nicinha, e mais seis irmãos do segundo casamento de papai. Tenho um monte de sobrinhos, outro tanto de sobrinhos-netos, cunhados e cunhadas queridos. 

E, muito importante, tenho Roberto, meu filho do coração Acácio e a filha do coração Bruna, sua esposa. Ela, a nora, garante que tenho neta canina, Vicky, embora meu amor pela cadelinha não a transforme em neta.

Mas é sobre as bodas de casamento que gosto de falar. Dizem que 15 anos é de Cristal. Que quem chega a isso tem uma relação sólida.  Mas, pra não esquecer que sou múltipla, tem a boda de 23 anos de reencontro (também neste mês), que não sei que nome leva, e a de 40 anos do primeiro beijo e primeiro namoro. Como essa será em outubro, procurarei seu nome lá pra frente. E ter tantos anos de história com alguém é uma grande dádiva, né não?

Para muita gente, até para você que o conhece, meu amor pode não ser um cara bonito. Tem características físicas comuns do Recôncavo baiano (sua mãe, dona Alaíde, era de Santo Amaro). 

Mas, mesmo assim o acho um gato. O meu gato. Não o gato no sentido de lindo. Mas o gato no sentido de gostar de se enroscar, de gostar do contato das nossas peles, de compartilhar sentimentos e sensações. 

De gostar de assistir um filme abraçado a mim. De gostar de caminhar de mãos dadas. De gostar de dormir de conchinha mesmo depois de tantos anos lado a lado.

Somos diferentes. Muito diferentes. Sou mais comunicativa que ele (tagarela mesmo, confesso). 

Gosto de me exercitar durante o dia (desde que a preguiça não bata). Ele prefere o anoitecer. Gosto de festa à noite, para poder colocar velas e me arrumar. Ele, durante o dia, pra ficar de bermuda e chinelo. 

Adoro ler. Ele, nem tanto. Adoro dançar. Ele se permite o forró pra me agradar. Nas reformas em casa, então, somos muito diferente e discutimos muito, mas no final conseguimos chegar a um acordo.

Mas também somos iguais. Bem iguais. 

Adoramos viajar (ele planeja e organiza tudo e eu o sigo). Adoramos receber os amigos. Curtimos nos abraçar ao acordar, ao nos encontrar na cozinha para o café, ao sair para o trabalho e ao retornar para casa ( isso nos dá uma energia forte e do bem para o dia todo). A terapia do abraço é uma constante em nossos dias. 

Gostamos de cuidar da casa e de depois sentar para relaxar com uma cervejinha gelada. Curtimos assistir filmes juntinhos, mesmo que ele durma antes da metade.


Inaugurar motor 5.5 ao lado de Roberto, que em setembro inaugurará seu motor 6.0, numa celebração de tantos anos de convivência é ter a comemorar. Principalmente em tempos em que as pessoas não têm  paciência uma com a outra, em que tolerância é palavra desconhecida do vocabulário dos casais e em que a paixão meteórica é cantada amplamente nos sucessos sertanejos como se fosse amor. 

Não. Amor que faz sofrer não é amor.

De tempos em tempos digo a Roberto o quanto o amo. "Já disse hoje que te amo", brinco. Ele sempre responde que não, com um sorriso leve no rosto, só pra me deixar declarar o meu amor. 

Literalmente ele nunca disse me amar em todos esses anos. Já fez como no filme Ghost: "idem". Isso não me incomoda nem me deixa insegura ou desconfiada, porque todos os dias ele diz me amar, com atitudes. 

Diz isso ao me acordar com um abraço, ao preparar nosso café da manhã, ao perguntar o que quero comer nos finais de semana, ao saber (isso mais recentemente, mas muito bem sabido) me presentear com sapatos que amo e me surpreender com uma linda orquídea em complemento a um presente, como fez hoje. 

Diz também ao me receber com um abraço todos os dias no jardim das nossa casa quando chego cansada depois de um longo dia dedicado ao trabalho. 

Também demonstra seu amor ao ficar ao meu lado, em silêncio, quando me vê triste e silenciosa, sem querer conversar. E diz, ainda, quando acordo nostálgica e meto música clássica na casa (embora ele não curta muito). 
Então, como já disse Tetê Espínola, "Signo do destino, que surpresa ele nos preparou, meu amor, nosso amor estava escrito nas estrelas, tava, sim". 

Sou abençoada, sei disso, e agradeço a Deus todos os dias por ter minha grande família e minha pequena família. Mas também peço a Deus sabedoria diariamente para continuar alimentando esse amor que me faz forte e feliz.

Sabe o que peço também a Deus? Que ilumine cada um de vocês para que se permitam a um amor assim: companheiro, cúmplice, atencioso, leal. 

Acredite: o amor é possível!

Você tem um amor? Conte pra gente.

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