quarta-feira, 11 de maio de 2011

Saudade de um anjo que partiu.

Tia Nenên e seu amado Abel
Há um ano estava em Aracaju, para a despedida - momentânea, creio - de Mercês, minha tia Nenên. Estudar o espiritismo nos dá uma outra visão dessas separações pela morte. E acredito que a danadinha está fazendo na outra dimensão o que sempre gostou: cuidar e confortar o próximo com suas palavras de carinho. Saudades!

Que cada um de nós também possa ter malas prontas quando chegar a hora de partir. Como isso se faz? Fazendo a nossa parte. Não sabe como? Se não fizermos aos outros o que não gostaríamos que fizessem conosco, já é meio caminho dado.

domingo, 8 de maio de 2011

Vamos dizer NÃO ao Registro de Identidade Civil

Quero lhe convidar a exercer sua cidadania. Diga comigo NÃO à implantação do novo modelo de identidade - o RIC, que vai substituir o RG. Mais dinheiro (nosso, dos impostos absurdos que pagamos), será utilizado sem planejamento. Afinal, se é para substituir um documento, que o faça unificando o RG com o CPF. Mas isso não acontecerá. E ainda pagaremos por esse documento ( tendo que mudá-lo a cada 10 anos) que acena com benefícios de tecnologia. De que adianta tanta tecnologia se não há unificação e nem poderemos usá-la para outras ções de cidadania? Se é para usar tecnologia, que tenhamos um único documento - pode até esse esse RIC - e votar também via internet.

De acordo informações do site do Ministério da Justiça, a previsão inicial é emitir dois milhões de cartões a partir de janeiro de 2011 – sendo os 100 mil primeiros para a Bahia, Rio de Janeiro, Distrito Federal e para as cidades Hidrolândia (GO), Nísia Floresta (RN), Rio Sono (TO) e a Ilha de Itamaracá (PE).

Se você leu as informações através do link que lhe ofereci acima e concorda comigo que é mais uma vez despedício de dinheiro público, ou pelo menos má utilização dele, escreva para o Ministério da Justiça, através do link abaixo, e diga NÃO ao RIC da forma que vem. Diga SIM à unificação dos documentos.



Eu já mandei esta mensagem. Se quiser, faça igual ou redija a sua:
" Não concordo com a implantação do Registro de Identidade Civil - RIC, em substituição ao RG, sem que o mesmo unifique  o RG, CPF e o Título Eleitoral. Temos que aproveitar as novas tecnologias para fazer o Brasil avançar. Mas isso se faz com planejamento e a correta utilização do dinheiro público. Só mudar um documento pelo outro, com tantos recursos, sem fazer valer as novas tecnologias que temos, é má utilização do dinheiro público - composto com a minha contribuição como cidadã. Principalmente quando terei que pagar por ele a cada 10 anos."

Clique aqui e deixe o seu protesto.

http://portal.mj.gov.br/main.asp?View=%7BBD4A3588-564B-453A-A843-67ADC17CE8B4%7D

Mães e pães: lapidadores de cidadãos.


Sandra e Beatriz

Giovanna e Sophia

Ana Cristina e Felipe

Bárbara e Maria Clara

Uma confabulação para as mães e "pães" ( não a massa de comer, mas o homem que faz também o papel de mãe junto aos filhos). Primeiro, parabéns a todos vocês - aliás, a nós, porque me incluo, mesmo como mãe emprestada, tendo com homenageadas especiais as mais novas mamães da minha família: Sandra, Giovanna, Ana Cristina e Bárbara .

A criação de um filho gera preocupação; isso todos sabemos. Podemos gastar até R$ 1,6 milhão até o filho ficar adulto, conforme pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), coordenada por seu diretor Adriano Amui, professor de Administração; também sabemos que é caro. Mas permitir a vinda de filhos é sempre uma honra - e uma benção. Isso implica em uma responsabilidade maior que apenas pagar boas escolas, comprar roupas de grife, dar presentes de alta tecnologia para os filhos desde muito cedo. Implica em ser o cuidador; o lapidador de cidadõs.

Em uma das minhas longas conversas com Roberto, meu marido, sobre as coisas da vida, ele disse que a culpa pelo caos que enfrentamos com a juventude (sim, caos) está no fato de a mulher - a mãe - ter saído de casa para trabalhar. Defende que uma lei deveria ser editada para fazer com que as mulheres trabalhem apenas seis horas, e no outro turno se dedique à educação dos filhos. Eu adoraria, principalmente se esse turno de 6 horas fosse bem remunerado. Sempre que comento isso em rodas de mulheres, percebo olhares enviesados, como que dizendo: " eu não tenho culpa de nada" ou " eu que não quero ficar em casa cuidando de filho".

Volto ao tempo da minha mãe, Nicinha, onde o seu amor de mãe a fez uma heroína.  Milhares, como ela e como a mãe de Roberto, dona Alaíde (já desencarnada), dedicaram-se exclusivamente à educação dos filhos. Tiveram resultados excelentes - as duas: nenhum dos filhos se envolveu com a criminalidade, seja por sintonia ou por indução. Conseguiram inspirar princípios morais e éticos (mesmo com o uso de corretivos físicos - tapas, beliscões, surras). Ambas foram "trocadas" por outras por seus maridos. E sofreram.

Voltando à teoria de Roberto, concordo em parte com ele. A saída da mulher para o trabalho, seja por necessidade de complementar a receita familiar (em alguns casos, a única renda), seja por desejo de realização profissional, deixou os filhos "soltos". Muitas(os) de nós não sabem  o que é  assertividade ou se é  assertiva(os). Com esse desconhecimento, deixa que seus filhos, mesmo criancinhas, se tornem reis e rainhas, ditando as ordens dentro do lar. É a famosa compensação pela ausência.  O resultado é adolescentes e jovens sem conhecimento dos limites imprescindíveis para um convívio em sociedade; que não aceitam nunca um NÃO como resposta; que não se tocam que as outras pessoas também tem direitos e merecem respeito.

Por isso, nesta edição do Dia das Mães, chamo  mães e pães, para uma reflexão:
_ O que vocês tem dado aos seus filhos tem, em sua maioria, característica material ou uma espiritual (não necessariamente religiosa)?
_ Vocês dizem mais SIM ou NÃO para os seus filhos?
_ Vocês sabem driblar as chantagens emocionais com fins materiais dos seus filhos?
_ Vocês estão conseguindo perceber o que precisa ser lapidado no seu filho para possibilitar uma evolução moral, espiritual e também material?
_ Vocês sabem com quem seus filhos andam, o que fazem, o que pensam?
E, por fim, vocês tem se permitido tempo para apenas serem pessoas que se amam?

Gostaria de saber como tem sido sua experiência de mãe (biológica, emprestada/postiça/madrasta, adotiva...) e de "pãe" (separado, viúvo, solteiro...).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Não quero o Registro de Identidade Civil



Há muito tenho sonhado, como certamente muitos outros brasileiros, com o dia em que teremos um documento único de identificação. Assim diminuiríamos os números a informar, a decorar, a guardar. Uma decisão assim significaria, em minha opinião, andar pra frente. Mas, a notícia publicada hoje no jornal Folha de São Paulo mostra que estamos andando pra trás. O governo vai lançar e nos obrigar a ter um novo documento de identificação, pagando por ele, mas sem unificar os números de RG e CPF.

Não consigo entender, nem aceitar, que tenhamos que pagar pelo novo documento, que receberá o nome de Registro de Identidade Civil - RIC. A previsão é de que tenhamos que pagar R$ 40 pelo documento. Não vejo nada de positivo nele, principalmente porque terá que ser trocado  cada 10 anos. O argumento do governo é que, por ter chip com certificação digital, a confecção é mais cara. O RIC começará a ser emitido em julho, segundo a Folha.

Por que não ter um documento com validade infinita, como o atual RG, unificado com o CPF. Vamos avançar, gente.