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Um fazer envolvido II



Quero, agora, dizer o porque de o texto postado anteriormente ter chamado tanto a minha atenção como JORNALISTA POR FORMAÇÃO e profissional da Comunicação.

Durante todo o meu tempo laboral, iniciado aos 18 anos (àquele época ainda não em Jornalismo), sempre procurei aprender tudo que estava ao meu redor, no contexto do meu trabalho. E, claro, sempre me deparei com colegas que não se envolviam; apenas cumpriam o horário e a tarefa estabelecida, nem sempre de forma contextualizada.

Ao longo da última década acompanhei a proliferação das faculdades particulares, com oferta de cursos em todas as áreas, inclusive a de Comunicação. Acompanhei, também, a mudança no conteúdo jornalístico dos jornais, rádios e televisões. Vi, e vejo, muitos colegas - novos e velhos - sem compromisso com o que escreve, sem envolvimento com a área que cobre. Vejo focas como críticos, emitindo opiniões em matérias que deveriam ser apenas informativas e não opinativas. Não sei se este é o caminho que está sendo apontado nas salas de aula ou se os mais experientes que estejam nos comandos das redações cansaram e entregaram os pontos.

Esse envolvimento que falo é o aprender, o apreender, o ouvir os dois lados, o de apurar... É o de não se dispor a ser crítico (analista, articulista), se não tem conhecimento de causa; contrário seja, parecerá opinião vazia dada em mesa de bar.

Não vale o argumento da censura do dono ou do conselho editorial do veículo, a auto-censura que estimula a preguiça, o descompromisso com a notícia, com o fato... que estimula o não-envolvimento. Vale, sim, a certeza de que praticar jornalismo é, antes de tudo, olhar com os olhos da sociedade, ouvir com os olhos da sociedade e falar/escrever o que nem toda a sociedade viu, lembrando-se sempre que todo fato tem dois ou mais lados. Se não apresentamos isto, utilizamos nosso livre arbítrio para tomar partido.

Envolver-se com o que faz é fundamental para fazê-lo bem. Adquirimos conhecimento de causa, ampliamos nossos fundamentos e, com certeza, tornamos-mos mais responsáveis em nossas ações, sejam elas nas atividades inerentes ao profissional de Comunicação ou no nosso dia-a-dia. Mais uma vez concordo com Allan Kardec. Temos que nos envolver para construir algo bom. Se queremos fazer algo bem na vida, seja no Jornalismo, na Medicina, no Direito, na Agronomia, etc, seja em nossa família, seja em nossa vida, temos que colocar tijolo por tijolo para criar o envolvimento. Senão, corremos o risco de, a um só sopro, nosso projeto de vida desmoronar.

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