quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Como a TAM salvou meu reencontro com colegas da Faculdade

Sabe quando você está nostálgico e morre de saudade de certos tempos? Não que os tempos atuais estejam ruins, mas a distância e a falta de contato com pessoas que compartilharam bons momentos faz dessas coisas. E assim estava eu já há alguns anos por não conseguir localizar os colegas com quem dividi os bancos do curso de jornalismo da Universidade Católica de Pernambuco, concluído em 1984.
No auge do Orkut, catei todo mundo. Nada. Veio o Linkedin. Busquei pelo grupo da Unicap. Nada também.

A saudade aumentava no peito. Poxa! São 28 anos de formatura e nos perdemos totalmente de vista. Ainda via Mônica Silveira, repórter da TV Globo Recife, que não formou conosco mas cursou boa parte. Também via o nome de Sônia Azoubel em algumas edições na mesma emissora, em matérias nacionais. Sabia que Neyde Conde estava na Assessoria de Comunicação da Chesf... será que ainda estava?

Veio, então, o Facebook como a salvação da pátria. Ou melhor, a salvação para a minha saudade. Saí fazendo a mesma busca, desta vez associando-a com o Google. A primeira a localizar foi Ivana Moura, da editoria de Cultura do Diário de Pernambuco. Através de uma matéria no Google descobri que escrevia em um blog. Depois encontrei Abiud Gomes, com sua alegria sem fim... e Roberto Neves... Gisela Didier... Flávia Gusmão... Djalma Agripino Melo Filho, que também se formou em Medicina e preferiu seguir essa profissão.

Através de um encontrei outro... e outro... e outra... e a rede foi se formando, conectando grande parte daqueles jovens da década de 1980. E assim o nosso primeiro encontro foi planejado a partir do final de junho. Tão logo se configurou a data comprei minha passagem de avião. Seria em 24 de novembro, uma semana depois do meu retorno das férias.

De lá de Pernambuco Djalma, Gisela e Flávia viam o local. De cá, eu continuava fazendo minhas buscas pra ter o time inteiro. Também pelo Google consegui localizar Lindemberg ( nosso Junior Bó) lá na Flórida (EUA) e descobri que ele é o organizador do Carnaval Santa Bárbara, lá nos States, que completará 10 anos em 2013.
Eu não aguentava de ansiedade. Viajei com meu marido e um casal de amigos pro Uruguai e Argentina, fiz caminhadas belíssimas mas, ao parar, a cabeça voltava para o encontro. É claro que pelo perfil no Facebook já sabíamos como estávamos cada um. Mas pela rede não dava pra abraçar, conversar, saber como estava e o que fazia. Casou? Tem filhos? Tá trabalhando na área? Seria um encontro... reencontro de tagarelas.
Voltei das férias e na véspera nem queria sair pra noite passar rápido. Mas meu marido me convenceu a ir encontrar nossos vizinhos-amigos, a quem não víamos desde que chegamos, havia uma semana. Tá bom, mas vamos voltar cedo, avisei. E voltamos. Não queria esquecer nenhum detalhe. Nem mesmo as fitinhas do Senhor do Bonfim para abençoar a todos.

Na ansiedade cometi dois errinhos. Ao colocar o alarme para despertar às 3h30 (meu voo era às 5h20), não conferi o dia em que tocaria. Normalmente deixo de segunda a sexta-feira. E a viagem era no sábado. O segundo erro foi beber cerveja. Dois copos foi o suficiente para me fazer relaxar e dormir profundamente. Sem o despertador tocar só acordei quando vi luz na janela. Desesperada, olhei o relógio: 5 horas. Pulei da cama gritando. Porra!!! perdi o voo!! Vamos, vamos!! Tadinho do meu marido. Levantou mais atordoado que eu. Nos vestimos e corremos pro Aeroporto (ainda bem que moro perto). "E agora, será que você consegue embarcar em outro?". Claro! Vou nem que seja na mala de alguém. Estava quase aos prantos, sufocando o choro pra não perder a esperança.
Fui direto no balcão da TAM. Cheguei abanando meu voucher e dizendo que perdi o voo. As lágrimas já estavam marejando os olhos. A educada moça disse que só tinha outro à noite. Não posso, tenho que chegar lá ao meio-dia. " Se a senhora tivesse chegado um pouquinho mais cedo poderia ter embarcado em um com conexão pro Rio". Ai, meu Deus! Por favor, moça! Certamente com pena pelo meu desespero ela disse: " Peraí. Tem um saindo às 8h30, mas a senhora só chegará lá às 15h20, porque ele vai por São Paulo". Não tem problema. Eu tenho é que chegar lá ainda de dia. Muito obrigada. Muito obrigada, agradeci emocionada. A TAM me embarcou em outro avião sem custo adicional, por causa das confusões criadas pelo fato de Salvador ter saído, de última hora, da programação do horário de verão. Que bom pra mim. Valeu TAM!

Aliviada, era hora de avisar minha irmã e pedir pra ela avisar Rosineide, uma das amigas que participaria do encontro. Com essa nunca perdi o contato (mas ela só concluiu conosco; foi da turma anterior). Nunca um voo pareceu tão longo. De Garulhos pro Recife, então, foi uma eternidade. Ainda de São Paulo liguei de novo pra minha irmã. "Diga a Rosineide pra falar pra galera me esperar, por favor"! Calma, respondia ela. Como calma, se eu tinha me planejado há quase quatro meses pra chegar na hora H e corria o risco de não encontrar meus amigos?
Cheguei no horário previsto e já era esperada por minha irmã Vitória, minha mãe e meu sobrinho Thiago. Fomos o mais rápido que Thiago pode. O aeroporto do Recife fica longe do apartamento de minha irmã. Em casa, Rosineide já estava de prontidão. Ainda fomos no endereço errado por minha causa, mas conseguimos chegar no Botequim da Hora e encontrar muitos dos que disseram que iam. Alguns já tinham saído (poucos). Cheguei acenando com minhas fitinhas do Senhor do Bonfim, embalada pelo samba tocado pelo grupo de partido alto no bar. Pense na felicidade que nem cabia no meu peito! Ficamos por ali até pelo menos às 19 horas, atualizando as informações sobre as nossas vidas, fazendo fotos... confraternizando, graças ao Google, ao Facebook e à TAM.

Infelizmente Junior Bó não veio da Flórida, André Avelino ficou preso em Salvador por causa do trabalho, Neyde Conde, Ana Dubeux, Ivana Moura e outros também tiveram seus motivos para não ir ao encontro e se lamentaram. A viagem me permitiu, ainda, o reencontro com dois amigos do pré-vestibular: Nanci Figueiredo e Alexandre Fragoso. Deste vocês terão notícias mais à frente, porque estamos desenvolvendo um projeto de um livro onde eu escrevo e ele ilustra. Aguardem.

Voltei pra minha rotina em Salvador cansada, mas feliz... muito feliz! Nada tão bom como reencontrar amigos, mesmo que eu tenha dificultado tudo. Vai ver que é porque eu gosto das coisas com muita emoção.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Salvador sedia VII Simpósio Internacional de Alcoologia e outras Drogas



Pelo sétimo ano consecutivo a Vila Serena Bahia promove o Seminário Internacional de Alcoologia e Outras Drogas em Salvador. Uma oportunidade de esclarecer e contribuir para as discussões sobre o uso, abuso e dependência de drogas, junto a especialistas de renome internacional e nacional. O evento será no dia 23 de novembro, das 8h às 19h, no Fiesta Bahia Hotel, no Itaigara.
 
 O simpósio também tem o intuito de mobilizar profissionais de saúde e a sociedade para a questão, colocando em debate temas atuais, tais como a relação entre a sexualidade e a dependência; a prevenção nas empresas e as implicações jurídicas na segurança do trabalho e na previdência; o uso do crack em Salvador; o tratamento das dependências e a recuperação sob uma perspectiva filosófica. 
A realização é da Vila Serena Bahia, que tem o apoio da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas (ABEAD), e conta com o patrocínio da Petrobrás e do Governo Federal.

PROGRAMAÇÃO – De acordo com a Cannal Assessoria em Comunicação, responsável pela divulgação do evento, uma das atrações internacionais do Simpósio é o fundador da Vila Serena no Brasil, o psicólogo e teólogo John Burns (EUA), a quem entrevistei no ano passado (veja aqui). Doutor em administração de programas de tratamento de dependência e autor de diversos livros sobre a temática, Burns abordará o tema “A neurosociologia do tratamento de dependências”.
Outra conferencista internacional já confirmada é a doutora e professora de Filosofia, Gênero, Mulheres e Estudos da Sexualidade, Peg O’Connor (EUA). Ela ministrará as palestras “Sexualidade e adicção” e “Na caverna: filosofia e adicção”, cujo trabalho explora a adicção e a recuperação a partir das perspectivas filosóficas.  
O coordenador do Programa de Controle e Prevenção de Álcool, Tabaco e Outras Drogas da Petrobras/REDUC e presidente da ABEAD, Joaquim Melo, (RJ), e o mestre e doutor em Toxicologia, Mauricio Yonamine (SP), abordarão como tema “Programa de prevenção na empresa: da implantação à testagem toxicológica”. A desembargadora federal da Justiça do Trabalho, Léa Nunes (BA), e o doutor em Direito do Trabalho e da Seguridade Social, Luciano Martinez (BA), trarão para o debate “As implicações jurídicas da dependência química na segurança do trabalho e no Direito Previdenciário”.
 
Fechando a programação, as conferências sobre “O uso do crack em Salvador-BA” e “Como avaliar um dependente químico” serão ministradas, respectivamente, pelo médico psiquiatra e pesquisador do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD/UFBA), Esdras Cabus (BA), e pela chefe do setor de Dependência Química da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro,  Analice Gigliotti (RJ). 
INSCRIÇÕES - Os interessados em participar do evento podem se inscrever através do site da Vila Serena Bahia (www.vilaserenabahia.com.br/simposio). Até o dia 22 de novembro, os valores são R$50 (estudantes e sócios da ABEAD) e R$ 100 (profissionais). 
VILA SERENA - Centro especializado para tratamento de dependência química de álcool, outras drogas e demais transtornos de impulso. Utiliza uma abordagem humanística, não medicamentosa, baseada nos Doze Passos de Alcoólicos e Narcóticos Anônimos e na Terapia Cognitivo Comportamental. Atua no Brasil desde 1982, sob sistema de franquia, em diferentes estados. Na Bahia, o Vila Serena iniciou suas atividades em 1995, se tornando o primeiro e único centro no Brasil certificado pela ISO 9001:2008. (Fonte: Comitê Brasileiro da Qualidade).

Programação

8h – Abertura
8h30 – Conferência “A Neurosociologia do Tratamento de Dependências”.
         Conferencista: John Burns (EUA)
9h30 – Conferência “Na caverna: Filosofia e Adicção”
         Conferencista: Peg O’Connor (EUA)
10h50 – Mesa Redonda “Programa de prevenção na empresa: da implantação à testagem toxicológica”
         Conferencistas: Joaquim Melo (RJ) e Maurício Yonamine (SP)
14h – Conferência “As implicações jurídicas da dependência química na Segurança do Trabalho e no Direito Previdenciário”
         Conferencistas: Léa Nunes (BA) e Luciano Martinez (BA)
15h10 – Conferência “Sexualidade e Adicção”
         Conferencista: Peg O’Connor (EUA)
16h40 – Conferência “O uso do crack em Salvador-BA”
         Conferencista: Esdras Cabus (BA)
17h40 – Conferência “Como avaliar um dependente químico”
Conferencista: Analice Gigliotti (RJ)