sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A força do querer e do não querer

O futuro é uma estrada desconhecida e depende do nosso querer


 Vejo, atualmente, muita gente argumentando que a adolescência e a juventude são épocas dificieis para saber o que se quer da vida. Ou que carreira quer seguir, por exemplo. E me questiono se essa "compreensão" não se traduz numa tolerância exagerada ou até mesmo em uma compensação, principalmente por parte de pais ausentes, por não se ter tempo de acompanhar e orientar o crescimento da criança.

Sempre que encontro pelo caminho algum adolescente sem sonhos ou um jovem que não sabe que rumo tomar, que não sabe o que quer para o futuro, pergunto-lhes se pelo menos sabem o que não querem para si. Ô, mas 'tamos falando de querer ou de não querer? Dos dois. Bom seria se soubessémos os dois. Mas, na nossa incapacidade de saber um, é importante pelo menos saber o outro. Tiro por mim.

Na área profissional, sempre soube que carreira seguir: jornalismo. Aos 7 anos eu já afirmava isso e mais à frente continuava firme em meu propósito, inspirada por Sandra Passarinho (ela mesmo, a repórter da Globo que voltou à ativa em muito boas reportagens). Aos 16 era repórter das olimpíadas estudantis da minha cidade natal (Paulo Afonso-BA) e aos 17 repórter oficial da minha rua, eleita pelas mulheres dos funcionários da CHESF que enfrentavam sua primeira greve.

Até tentei ser redatora da Rádio Cultura FM, também em PA, mas meu pai "mexeu os pauzinhos"; só que para eu não trabalhar lá. Rádio não era lugar pra moça de família. Ele ainda pensava assim em 1979. Aos 18 fui "raptada" por minha irmã Vitória, que me levou para o Recife, onde terminei o segundo grau e pude entrar, de primeira, na faculdade de Jornalismo. Para meu pai, eu ia passar fome. É claro que os jornalistas ainda são mal remunerados, mas isso não é regra. 'Tou aqui hoje, como vocês sabem. Sou fruto do saber o que queria.

Na vida pessoal foi outra coisa. A vida a dois dos meus pais não era lá bem o que eu queria. Apesar de muito romântica e sonhar com um princípe encantado, não sabia se queria casar e ter filhos. Mas sabia que NÃO QUERIA ser como minha mãe: uma mulher maravilhosa, mas com 11 filhos aos 37 anos, com pouquíssimo estudo (embora nunca tenha esquecido o que aprendeu), dependente financeira e emocionalmente do marido. Aos 41 estava praticamente sem marido, que dividia o tempo com outra pessoa (que felizmente está com ele, sem minha mãe, claro!, há quase 33 anos e através de quem tenho mais seis irmãos). Os filhos mais velhos não concordaram com a separação oficial porque tinham medo de ela não saber administrar a pensão alimentícia. Isso eu não queria pra mim.

Determinei então que primeiro teria uma profissão e depois resolveria o resto. Depender de homem não era minha praia. Com a força do meu querer o do meu não querer tenho uma profissão, que procuro abranger cada vez mais para a comunicação integrada, e tenho ao meu lado um homem que valoriza a mulher que tem. Se será para a vida toda, ninguém sabe. Mas procuramos querer todo dia que seja, sim. E isso faz a diferença.

Queria saber se você conhece a força do seu querer e do seu não querer. Chegue mais e confabule comigo.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Você sente culpa por retomar a vida?

Divulgação/Contigo

Em entrevista à revista Contigo, a atriz Cissa Guimarães disse que sentiu culpa por voltar ao trabalho apenas dois meses da trágica morte do seu filho Rafael. Veja trechos:

'Como pode? Já voltou?' E eu mesma me sentia culpada. Pensava: como não estou em casa trancada e estou aqui numa esteira correndo? Tive de trabalhar muito isso na terapia do luto. Estou aprendendo a ter uma compreensão do que é a morte. Nós, ocidentais, somos pessimamente educados para isso. Além da compreensão emocional e espiritual, a gente não sabe lidar com coisas pragmáticas como entrar no quarto do seu filho, o que fazer com as coisas dele ou se volta a trabalhar."

Como espírita, venho buscando encarar a morte como natural. Já me despedi, inclusive, de três pessoas queridas com o despreendimento que julgo coerente. Entendi que elas deviam seguir para outra etapa. Mas sei que ainda não passei por testes mais fortes. Ainda caminho junto, neste mesmo plano, com meus pais, meus irmãos, sobrinhos, meu marido e meu filho.

Não deixo, contudo, de me perguntar porque porque esse sentimento de culpa que bate em nós, como aconteceu com Cissa Guimarães. Será por causa dos olhos cobradores da sociedade? Será por receio de ser "visto" por quem nos deixou como alguém que deu pouca importância para a separação? Ou será apenas porque não estamos mesmo preparados para despedidas, apesar de a morte ser a única certeza que temos na vida?

Em 25 julho de 2008 uma cunhada querida, Valdiza, desencarnou após infartar. Foi difícil para todos. Quando setembro chegou, meu marido ficou em conflito e não queria reunir todos para comemorar o seu próprio aniversário, no feriado do dia 7. Eu lhe disse que tínhamos a obrigação de fazer o encontro, até mesmo em homenagem à sua irmã. Afinal, em todos os anos ela esteve presente desde a preparação da festinha. Ia para a praia cedinho para estar em nossa casa às 8 horas e ajudar a preparar o churrasco. Vieram as outras irmãs e uns poucos amigos. Não tivemos a mesma alegria, claro, mas nos sentimos com o coração leve, porque fizemos o que achamos certo.

Quem parte segue novos rumos. Nós que ficamos temos que prosseguir com a nossa trajetória até, quem sabe, possamos cruzar nossos caminhos novamente.

E você, como lida com a morte?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Nós e nossas metas para um ano novo



O ano de 2011 começou e já está quase fechando o seu primeiro de 12 meses. Jogo rápido. Tempo em ritmo acelerado. Um probleminha para a maioria de nós, que fechou o ano de 2010 com uma lista de metas/promessas para alcançar neste novo ano.Por que não conseguimos organizar o nosso tempo, priorizando o que é, de fato, mais importante?


Às vezes penso que é porque não queremos de verdade aquilo que idealizamos; ou temos medo do que virá. Sim, porque cada querer nosso tem consequência. Boa ou ruim, mas tem.


Por um emprego dos sonhos talvez tenhamos que abrir mão de grande parte do tempo que dedicamos a quem amamos, tal qual aconteceu no filme "O diabo veste Prada". Por um suposto grande amor colocamos em risco nossa tranquilidade, nossa paz.


Quando desejamos algo ou nos propomos realizar algo, temos que nos dispor a sair da nossa zona de conforto, porque o que advirá dessa escoha é uma incógnita. Mas não devemos deixar de desejar ou de fazer planos por causa disso. Apenas devemos analisar melhor nossas metas, para que elas aconteçam da forma que idealizamos. Não devemos parar de sonhar.


Com este post retomo nossas confabulações no Forquilha e inicio outras conversas em Janela para comunicação, que será focado no Jornalismo e comunicação em geral. Se lhe interessar, dê uma passadinha por lá também.


Para continuarmos nosso papo, que tal dizer se você costuma fazer lista de metas/promessas e se costuma cumpri-las? Se consegue, diga pra gente como faz.