domingo, 31 de maio de 2009

Corrente do bem - Rukha dá novas oportunidades a famílias


Em meio a tantas notícias de jovens assassinados e de crianças que se perdem nas ruas, no crack, eis uma boa notícia. Em São Paulo, um empresário e um neuropsicanalista estão fazendo uma parceria há mais de dois anos que está dando certo. Eles localizam mães problemáticas, com filhos que vivem pelas sinaleiras pedindo esmola ou vendendo qualquer coisa, muitos dos filhos já em conflito com a lei, e lhe estendem a mão. Elas tem que tirar os filhos da rua e da reciclagem. Tem de matriculá-los na escola e num curso de atividades complementares – como teatro ou futebol.
Para compensar a perda de renda, as mães recebem R$ 350 por mês ao longo de quatro anos. Mas recebem algo muito melhor que apenas o dinheiro para a alimentação. Recebem apoio psicológico e orientação sobre como educar os filhos. Este, sim - a falta de educação doméstica - tem sido um grande problema social.
De acordo com o programa da ONG Rukha - sopro de vida em aramaico, é dada às mães a oportunidade de refletir sobre outras questões importantes para as crianças, como as punições. Como apoio, recebem a visita semanal de uma dupla de educadores, que tentam identificar os problemas e encaminhar soluções. Paralelamente, a mãe tem acompanhamento psicológico, com quem discute a relação com os filhos.
Ah! A ONG também estimula os pais a terminarem os estudos para fazer cursos profissionalizantes ou faculdade. Para isso, dão uma bolsa de R$ 150 para ajudar na mensalidade. Em dois anos e meio, a maior parte das crianças do projeto parou de trabalhar e voltou a estudar: 94% deixaram de trabalhar, 93% vão à escola e 81% fazem atividades complementares como esporte ou música. Muito bom, não acham?
Um dos responsáveis por esta ação é o neuropsicanalista Yusaku Soussumi, que entrou com o trabalho. Sua ideia é criar estímulos para mudanças no interior das famílias, por meio de mudanças na vida de seus integrantes, pais e filhos. O outro é o empresário Marcos de Moraes, doador dos US$ 10 milhões que permitiram criar e tocar a organização nos últimos três anos. Para participar do projeto, as mães têm de mostrar empenho na mudança. Você pode conferir a reportagem da Revista Época desta semana através desse link: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI75249-15228,00-ONG+ENSINA+FAMILIAS+POBRES+COMO+EDUCAR+OS+FILHOS.html

Olhe ao seu redor com olhos de ver boas ações e participe da corrente do bem, divulgando-as.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

CORRENTE DA MÍDIA PELO BEM - Adoção é amor



Se você mora na Bahia está interessada em adotar, sem exigir que seja bebê, a Defensoria Pública pode lhe ajudar. Até a próxima sexta-feira será realizada a Ação Cidadã -Adote e Ame.

O objetivo da Ação Cidadã - Ame e Adote é garantir para as crianças e adolescentes que estão nos abrigos, orfanatos e casas de acolhimento, cadastrados junto ao Juizado da Infância e Adolescência para adoção, o direito à convivência familiar. Além disso, assegurar os direitos civis daqueles que são considerados “filhos de criação”, mas ainda não possuem representantes legais.

A campanha, que tem como slogan “Adotar é legal, adoção é amor”,está ocorrendo desde a manhã de hoje, 25, em Salvador e Feira de Santana, com maior ênfase. Mas outras comarcas da Bahia onde tem representação da Defensoria Pública também estão aderindo.

Até sexta, 29, defensores públicos estão mobilizados para atender a casos já agendados e a novos, que aderirem à proposta da instituição. Vale lembrar que o serviço da Defensoria Pública é gratuito.

SALVADOR – Na capital baiana, seis defensores públicos estão fazendo o atendimento da Ação Cidadã das 8h às 16h, diariamente, na Casa de Acesso a Justiça, na Rua Arquimedes Gonçalves, nº 313, Jardim Baiano. Informações podem ser obtidas pelo número (71)3116-6779.

FEIRA DE SANTANA - A Ação Cidadã – Ame e Adote na 1ª Defensoria Pública Regional de Feira de Santana, conta com o apoio da da Secretaria da Educação, através da Diretoria Regional, e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. O atendimento está sendo feito na sede da Defensoria Pública naquele município, localizada na rua Aloísio Resende, 223, Queimadinha. Informações pelo telefone (75) 3223-4066.

(Com informações da ASCOM da Defensoria Pública)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Educação de filho é coisa de pai e de mãe



Li a poucos minutos no Yahoo Notícias que duas mulheres foram detidas ontem, 20/5, em Mirassol, no interior de São Paulo, por determinação do promotor José Heitor dos Santos. Motivo: seus filhos, menores, tem se ausentado da escola e apresentado mau comportamento e elas não sabem dar explicações para isso.

O site diz que, segundo informações da Delegacia de Defesa da Mulher daquela cidade, para onde as duas mães foram levadas, esta é a quarta prisão de mães na cidade este mês. As últimas duas aconteceram na semana passada. Elas foram ouvidas e liberadas em seguida.

O promotor José Heitor, de acordo com o Yahoo Notícias, diz que as famílias de jovens que apresentam problemas nas escolas estão sendo acompanhadas há anos. Diz que muitos deles são usuários de drogas, não comparecem à escola e as mães não conseguem o motivo de os filhos estarem nas ruas e não na escola.

Acho positiva a ação, mas quero chamar a atenção para o tratamento equivocado que está sendo dado à questão. A notícia fala que as mães estão sendo chamadas, e detidas, e liberadas... certamente, pressionadas psicologicamente para que assumam o papel que a sociedade lhe destina de educar os filhos.

O promotor está incorrendo, em minha avaliação, no mesmo erro da Lei Maria da Penha, que apenas pune os homens. Age, inclusive, como o caso que citei na postagem mulheres criam homens agressores, em que um marido batia na mulher porque a culpava pela educação que não estava sendo dada aos filhos.

Gente, se o Código Penal e o Estatuto da Criança e do Adolescente citam que todo pai e mãe que deixem de zelar pela educação dos filhos estão cometendo o crime de abandono intelectual, como o próprio promotor diz na matéria do Yahoo Notícias, porque só as mães estão sendo convocadas, e inquiridas, e detidas, etc, etc? Por onde andam esses pais, que o próprio Ministério Público parece ter desconhecido?

Se o promotor diz que quando os pais não cuidam adequadamente dos filhos, que ficam pelas ruas em meio às pessoas que usam drogas, estão cometendo outro crime, o de abandono de incapaz, então é hora de chamar os dois à razão, mesmo que sejam separados. Sempre ouvi dizer que o homem não fica livre da responsabilidade de pai ao se separar. E vi essa responsabilidade assumida em todas as instâncias por meu pai, que tem 11 filhos do primeiro casamento e seis do segundo (e atual), e por meu marido, com o fruto do seu primeiro casamento.

Seria bom que a audiência marcada pelo Ministério Público de Mirassol para 21 de agosto com 150 menores, a maioria com 14 anos, e seus pais, estejam presentes o pai e a mãe. Deixar só a mulher com esta responsabilidade é muita carga para uma pessoa só.

Corrente do bem - médico salva menino com furadeira


Em meio a tantas notícias sobre descaso de médicos nos hospitais, no Brasil e no mundo, o bem também se faz presente, com médicos dedicados, rápidos na tarefa de salvar vidas. Hoje temos a história de Rob Carson, médico do hospital da cidade de Maryborough, ao noroeste de Melbourne.

O fato relatado pela Corrente da mídia pelo bem aconteceu na sexta-feira, 15/05. No seu horário de trabalho Rob Carson atendeu o garoto Nicholas Rossi, 12, que sofreu uma queda de bicicleta naquele dia, batendo com a cabeça na calçada perto de sua casa. O paciente se queixava de dores na cabeça e tinha um "galo" pouco acima da orelha. O hospital não tinha furadeiras cirúrgicas e, ao que parece, nem o próprio médico era cirurgião. Mas ele não se acomodou, nem lavou as mãos argumentando que o hospital não tinha condições de atendimento, como muitos médicos tem feito.

Segundo relatado pelo jornal daquele cidade, o médico Rob Carson, identificou na hora os sintomas de sangramento interno e percebeu que tinha alguns minutos para salvar a vida do menino.Seguindo as instruções de um neurocirurgião de Melbourne, por telefone, ele conseguiu uma furadeira na sala de manutenção do hospital, perfurou o crânio de Nicholas e usou um fórceps para alargar o orifício. Em seguida, instalou um dreno para retirar todo o sangue que estava pressionando sua cabeça. Ainda segundo o The Age, o menino foi transferido de helicóptero uma hora mais tarde para o Hospital Infantil Real de Melbourne e recebeu alta na terça-feira,19 , dia em que completou 13 anos.

O caso de Rob Carson confirma que quando estamos imbuídos do bem a espiritualidade conspira para que tudo dê certo.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Nem tudo que parece é

Sempre digo que, se fosse investigadora policial ou juíza, não acreditaria muito em evidências. Sou do grupo que defende que nem tudo que parece é.

Vemos casais se destruírem por falsas evidências; amizades se acabarem por algo que parecia mas não era; pessoas públicas serem derrubadas por evidências plantadas; e até falsos profetas querendo conduzir destinos ( os evangelhos já alertam para isso).

É preciso ter equilíbrio e bom senso nos julgamentos, para não criarmos situações nas quais a gente se arrependa depois. É bom sempre olhar com olhos de se ver e ouvidos de se ouvir. Isso mesmo, nem sempre vemos o que olhamos, assim como nem sempre ouvimos o que nos dizem.

Conseguir viver em paz é possível, mas requer exercício. E hoje faço um exercício com vocês. Recebi hoje pela manhã umas imagens horríveis.





Não são fotos de uma escola de medicina ou de um colecionador macabro. São PÃES produzidos em uma padaria da Tailândia, na província de Ratchaburi (100 km a oeste de Bangkok).Eles pretendem difundir o pensamento budista de não acreditar no que se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece.Os detalhes fazem a perfeição da criação, parecendo quase real e chamando a atenção de todos que passam em frente à padaria.



Viu como nem tudo é o que parece? E aí, você comeria esse pão?

sábado, 16 de maio de 2009

Mulheres criam homens agressores



Vemos crescer, cada vez mais, o número de homens envolvidos em casos de violência doméstica contra as mulheres que dizem amar e o número de homens, jovens, adultos ou idosos, que se envolvem em violência sexual contra crianças.

Temos cobrado justiça e punição para os homens. Com a Lei Maria da Penha, que está começando a ser aplicada no Brasil, muitos homens já foram presos, mas nem todos julgados e condenados. A rede de proteção à criança e adolescente cresce e procura criar estrutura de apoio para as vítimas, com abrigos e suporte psicológico.

Mas, como um "advogado do diabo", gostaria de propor nesta confabulação uma reflexão: será que só punindo, prendendo ou revidando, como muitas mulheres vem fazendo, vamos resolver o problema que se agrava todos os dias?

Ao acompanhar uma defensora pública em uma das delegacias especializadas de atendimento à mulher (as DEAMs) de Salvador, ouvi sobre o caso de um homem que estava detido porque agrediu a mulher. Um resumo da sua história: casado, pai de dois filhos, ele era o único a trabalhar, o provedor. Para ele, a mulher tinha que cuidar da educação do casal de filhos adolescentes. Se um dos filhos se comportava mal, o pai descontava na mãe. Na opinião dele, ela tinha falhado.

Ao sair da sala, a delegada disse, apontando para umas cinco mulheres que estavam aguardando atendimento no corredor: " veja quantas mulheres precisando do nosso apoio!".

Sem pensar respondi, diante delas: " Seria muito bom que nesse apoio fosse trabalhada a forma com que os homens continuam sendo educados quando crianças. Será que não temos culpa de nada? Não somos nós, as mulheres, que o educamos?". Três das mulheres disseram " é isso mesmo". As demais ficaram em silêncio. No caso que citei acima, este homem precisa de um apoio terapêutico para tentar entender que os tempos mudaram e que hoje a responsabilidade com a educação dos filhos é dos dois.

Na Defensoria Pública, conversando com a defensora Firmiane Venâncio, que coordena a especializada de Direitos Humanos e o núcleo de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, perguntei se na Lei Maria da Penha ( que nunca li na íntegra, confesso) é previsto um acompanhamento psicossocial do homem agressor. Entendo que de nada adianta ir enchendo as delegacias de mais homens por cometerem violência doméstica se nada é feito no sentido de lhes mostrar o quanto estão equivocados na forma de entender a função de um homem em um casamento, seja ele oficial ou não. Firmiane disse que não, não no Brasil. Alguns países já estariam ensaiando esta providência.

Acredito que, se nada for feito no sentido de uma reeducação das mulheres para a educação dos filhos, assim como um apoio psicossocial para o homem, nada mudará para melhor e teremos cada vez mais vítimas e agressores. Entendo que é difícil para uma mulher vítima de violência doméstica ter estrutura psicológica para educar o filho para ser diferente do pai. Mas é preciso acreditar que podemos mudar muita coisa com a educação, inclusive sobre o respeito ao próximo e princípios morais que devem ser iniciados no seio da família. Ou trabalhamos para resgatar a família ou chegaremos ao caos social. Vamos ensinar aos nossos filhos que quem ama não maltrata e que para cada ação tem uma reação.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Corrente da mídia pelo bem


Alguém me disse, certa vez, que o mal parece que toma conta do mundo. Só se ouve notícias ruins, de mortes, de assaltos, de corrupção... Não creio. Acredito que o bem é mais forte e que, assimo como a energia positiva neutraliza a negativa, o bem pode neutralizar o mal. O problema está em que o mal parece dar mais ibope, principalmente quando as pessoas estão fragilizadas que esquecem de raciocinar. Isso o medo faz. Quem quiser ver um exemplo é só assistir o filme apocalypto, que faz uma abordagem interessante do medo.


Já há algum tempo venho pensando em como podemos reagir - nós, que acreditamos na força do bem. E, inspirada no filme A corrente do bem, quero lhes propor a criar a corrente da mídia pelo bem. No filme, um garoto cria a corrente, onde cada pessoa que recebe um favor retribui fazendo um favor a outras três pessoas. Aqui, sugiro que cada um de nós procure ver o mundo ao seu redor com os olhos do bem e que, ao ver uma ação positiva pela neutralização do mal, anote e divulgue. O Forquilha se propõe a ser a central de divulgação.
Mande sua informação através de comentário desta confabulação ou através do e-mail correntedamidiapelobem@gmail.com. Além de postado aqui, repassarei para o mailing da imprensa.
Conto com você para dar mais visibilidade ao bem, às boas ações.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Não mexam com meu voto




Lendo as notícias do blog do meu amigo Jânio Lopo nesta manhã, vi que mais uma sacanagem está sendo armada contra os eleitores: tirar o direito ao voto direto. Diz o blog que os partidos do governo e da oposição estão negociando mudanças na lei para que o eleitor deixe de votar diretamente no candidato a uma vaga no Congresso e passe a votar em uma lista. Diz ainda que o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP) trabalha para aprovar as mudanças já para a eleição do ano que vem. Pela proposta, todas as campanhas seriam financiadas com dinheiro público. O governo federal reservaria R$ 7 por eleitor, o que daria hoje mais de R$ 900 milhões. O dinheiro seria dividido entre os partidos, de acordo com o número de deputados federais e votos conquistados na última eleição. Mas o eleitor perderia o direito de votar no candidato. Teria que votar em uma lista fechada, com os nomes escolhidos pelo partido. O partido é que determinaria a ordem dos candidatos na lista. Para os defensores da lista fechada, os partidos teriam condições de escolher melhor os candidatos, evitando aventureiros.

Se já é fácil o eleitor ser manipulado, usado, por candidatos que lhe seduz com promessas e até, em muito casos, com solução imediata de um problema emergente, como cesta básica, ligadura de trompas e outras coisinhas que implicam em dinheiro, imagina ele tendo que escolher em uma lista apresentada pelo partido.

O Brasil não é um país de partido. O eleitor não vota, necessariamente, no partido - reconheço a dificuldade que muitos tem; são muitos partidos; muita coisa para o eleitor que mal sabe escrever seu nome.

Eu, Vanda Amorim, baiana, eleitora em dias com a Justiça Eleitoral, não quero que nenhum partido escolha os candidatos em que eu tenha que votar. E você? Qual a sua opinião? Deixe aqui sua opinião e vá até o site da Câmara Federal e deixe sua opinião também na Ouvidoria http://www2.camara.gov.br/internet/conheca/ouvidoria/contato. Registrei o meu protesto sob o número C266100622817.

terça-feira, 5 de maio de 2009

A magia da música

Ontem, ao acompanhar a defensora geral da Bahia, Tereza Cristina Almeida Ferreira, durante a posse do deputado federal Nelson Pelegrino como secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, tive a excelente oportunidade de me emocionar e de acreditar que música, de fato, é mágica que pode contribuir para a transformação das pessoas.
Ouvir o coral VAMOS SOLTAR A VOZ, com internos do Presídio de Salvador e internas do Presídio Feminino, fez com que minha garganta e meus olhos ficassem loucos para chorar de emoção. Sob o comando dos maestros Sérgio Souto e Eduardo Fagundes em um trabalho que vem sendo realizado há 8 meses pela Secretaria de Justiça da Bahia, mais de 30 pessoas em conflito com a lei e que cumprem pena cantaram e dançaram em uma apresentação que antecedeu a formalidade da solenidade de posse.
Primeiro em grupo, mais mulheres que homens, todos cantaram um samba, dançando pra lá e prá cá. Depois foi a vez de um dueto com duas detentas. Fiquei tão emocionada que esqueci de anotar os nomes delas, que cantaram a música tema do filme Titanic, My Heart Will Go On. Poderia ter sido um solo, com a que começou a cantar primeiro. Que voz linda!!!Suave, numa pronúncia excelente do inglês! A segunda quase quebra o encanto, mas não conseguiu, para felicidade de todos os presentes.
Esta moça foi aplaudida em pé, tão lindo foi seu canto. Tentei imaginar o que ela estava sentido, mas não deu. Sei que minha emoção não foi nada, diante da dela. Não sei que crime ela cometeu. Mas com certeza sentiu profundamente a importância da liberdade. Ela chorou lá no palco, enquanto eu e algumas outras pessoas escondíamos as lágrimas insistentes.
Um detento, ao final da apresentação, disse: " através desse coral nós vamos nos ressocializar e mostrar que ainda tem esperança". Eu também acredito nisso. E com o apoio da música isso fica mais forte.
Como disse o maestro Sérgio Souto, vamos soltar a voz enquanto não se solta outra coisa, enquanto eles não reconquistam a liberdade.