quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Sensacionalismo

Foi discutido, recentemente, na lista do Sinjorba, a prática de a Imprensa divulgar sem os devidos cuidados acusações proferidas por entrevistados contra terceiros que não têm, na mesma ocaisão, a oportunidade de se defender.

Coloco agora uma outra questão para confabularmos: a prática sensacionalista das páginas policiais.

Ao ler o Jornal A Tarde de hoje a página onde foi publicada matéria sobre a exoneração de Paulo Bezerra como Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, fiquei curiosa de ver fotos de crianças na lateral, como vítimas de ações de policiais. Fiquei surpresa de ver que os meninos - as vítimas - não eram meninos, crianças; eram adolescentes de 16 e 17 anos.
Qual é a minha avaliação? O objetivo de se publicar fotos defasadas de vítimas. Não há, por trás disso, um interesse em sensibilizar aqueles que só olham fotos e não lêem as informações, mexendo com a opinião pública?

É claro que, sendo crianças ou adolescentes, foram vítimas de policiais que não honram a farda, não cumprem com a obrigação de cuidar, de proteger vidas e devem ser punidos. Mas, por que não colocar fotos mais atuais? Consegui essa de Djair em uma comunidade criada em 16 de janeiro no Orkut - eternamente Djair Santana.
Não basta a violência, que por si só atormenta família?


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Coisas que vi e não entendi no Carnaval

-Policiais civis de roupa de folia, com distintivo pendurado no pescoço, e ajudando?! pelotão da PM a conduzir foliãs.
- Pelotão de pelo menos 32 homens da Polícia Civil desfilando em Ondina. Se o objetivo era cobrir a área, por quê não dividir a equipe?
- Pelotões da PM, principalmente em Ondina, conduzindo turistas de um ponto a outro do circuito.
-Crianças trabalhando na coleta de latinhas sem serem vistas pelos fiscais que o Ministério do Trabalho alardeou colocar nos circuitos.
- Trios levarem mais de uma hora no Campo Grande, deixando os foliões na avenida horas sem uma atração.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Carnaval de Salvador

Deu no site do IG que o prefeito João Henrique Carneiro declarou também estar muito contente com a organização carnavalesca armada pelo publicitário Nizan Guanaes, que conseguiu arrecadar mais de R$ 11 milhões de investimentos privados para a festa.
A festa deve estar boa mesmo, e organizada, só se for para o pessoal que teve condições de comprar o acesso a um dos inúmeros camarotes. Para os pipocas, como eu - com orgulho -, a organização está a dever.
No sábado, no circuito do Campo Grande, os blocos de trios só começaram a sair à noite. Não fosse a alegria irreverente e incondicional do povo baiano, que tem resgatado os antigos blocos de samba, quem foi para a avenida teria ficado a ver navio, ops!, a ver gente, muita gente circulando de um lado pra outro sem nenhuma banda passar. Até os trios pipocas só saíram tarde.
No domingo, a ausência do Chiclete com Banana da Avenida deu um pouco mais de sossego. Mas só até o bloco no qual a banda Psirico tocava chegar. Gente, não é que o carinha teve a ousadia de dizer, diante de uma multidão de pipoca, que o espaço era todo do bloco e que os cordeiros podiam esticar a corda para alargar o espaço dos seus clientes? E que só ia avançar o trio depois de a SAMU chegasse para socorrer uma moça do bloco que passou mal; que era obrigação da SAMU cuidar do folião? Vaia recebeu e se estivesse no chão teria com certeza sido empurrado por muitos daqueles da turma do empurra que o seguem ladeira abaixo. Será que esse moço mora em Salvador?
Os trios, na avenida, continuam levando horas no Campo Grande para depois passar " correndo" no resto da avenida. Tal qual fazem na Barra: levam horas do trecho do Farol até perto do Barravento, quando acaba o aglomerado de camarote de famosos, incluive das emissoras de TV, e seguem depois rapidinho até Ondina. Só param quando começa o engarrafamento por causa da para para os shows no último pedaço.
Tá ficando chato o Carnaval em Salvador.