quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Assessor de imprensa faz jornalismo, sim senhor.

O jornalista colombiano Javier Dario Restrepo, especialista em ética, ganhador do Prêmio Latino -americano de ética jornalística, ( outorgado pelo Centro Latino de Periodismo e Universidade Internacional da Flérica, em 1997), autor de vários livros sobre o tema e fundador da Comissão de Ética do Circulo de Jornalistas de Bogotá, diz em entrevista na revista Imprensa de setembro, que:


" o jornalismo é essencialmente público. Somos jornalistas para toda a
sociedade. A informação tem sua razão de ser. A sociedade, para ser livre, precisa conhecer a realidade. Há uma conexão muito estreita entre conhecimento jornalístico e liberdade. É a condição de liberdade que dá ao jornalismo toda a sua dignidade. O jornalista deve estar a serviço de toda a sociedade, não de uma parte. Quando o jornalista se coloca a serviço de uma empresa, recorta seu campo de ação e sua
dignidade. Se torna um propagandista. E a propaganda, por sua própria natureza, é a visão parcial da realidade. Jornalismo é a visão integral de toda realidade. O jornalista se degrada quando deixa estar serviço de todos e se coloca a serviço de uma empresa, um governo, partido político ou religião."
Continuo discordando de quem tem esse ponto de vista. Já há algum tempo muitos jornalistas, como eu, têm questionado se o seu trabalho e de tantos outros colegas em redações - rádio, televisão, jornal ou internet - está realmente a serviço da sociedade. Em muitos casos estão a serviço dos interesses do patrão. Ou a serviço da fofoca, seja ela política, artística ou outra. Exemplo: a cobertura dos poderes legislativos por parte dos jornais se limitam às questões políticas - e muitas politiqueiras. Poucas vezes são divulgados projetos de interesse da sociedade apresentados por deputados ou vereadores. A informação é sempre produzida e encaminhada como release para as redações, para que sirvam, ao menos, como pauta. A poucas questões é dada atenção.


Quem continua a pensar como o colega colombiano nunca pisou em uma assessoria de comunicação e não sabe como é feito o trabalho. O AI é um jornalista com multi funções - é pauteiro, chefe de reportagem, repórter, redator e editor. Tem que colher informação, cobrir eventos, sugerir pautas aos jornais, entrevistar não apenas o assessorado mais pessoas que participam dos eventos, atender os colegas das redações.... E isso não é fazer jornalismo?


Bom, pensando bem, é mais do que fazer jornalismo... é fazer comunicação. E que tem que ser bem feita, senão a sociedade pode ficar sem saber coisas que são do seu interesse, mas os donos dos veiculos de comunicação não deixam ser publicadas por interesse político, econômico ou picuinha pessoal. Os milhares de jornalistas que, como eu, fazem assessoria de imprensa, sabem muito bem o que digo. Milhares que estão em redações, também.


Tá mais é na hora de acabar com esse purismo e concentrarmos todas as nossas energias para lutarmos pela inclusão de Assessor de Imprensa como uma das funções do jornalista na lei que regulamenta nossa profissão. Enquanto isso não acontece, trabalhamos por cinco e ganhamos por, no máximo, um. Você pensa o quê? Você sugere o quê?

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Digo não aos adolescentes no volante

Há alguns meses tem sido debatido no Brasil a possibilidade de redução da idade para tirar a carteira de motorista, hoje determinada em 18 anos. Não sei porque fico surpresa com essas confabulações. Muitos são contra. Outros tantos, a favor, principalmente os jovens de 16 e 17 anos que já dirigem clandestinamente, em seus próprios carros presenteados pelos pais.
Outra discussão também tem sido debatida com ardor há meses: a redução da maioridade penal. Muitos são contra; outros, a favor. O interessante é que uma grande parte das pessoas - e aí entram os pais - parece desvincular uma questão da outra, como se isso fosse possível.
Na Teoria original de Murphy, se existem duas possibilidades e alguém fazer algo e uma delas é errada, alguém vai errar. Se o adolescente é impulsivo, gosta de velocidade, de se exibir para os amigos e para as garotas, e sabe que não pode ser responsabilizado penalmente por algum acidente que provoque no trânsito, é claro que ele cometerá infrações.
De acordo com dados que colhi no Globo on line, pesquisa feita em abril deste ano pela Volvo, em parceria com a Perkons, fabricante de equipamentos de fiscalização, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (Sbot) e o Ministério da Saúde, 42% dos jovens que dirigem, atualmente, não têm carteira de habilitação. Na faixa entre 16 e 17 anos, 20% declararam que costumam guiar mesmo sem ter idade legal. Quem permite? Os pais, em sua maioria. Já vi casos em que o filho, ao completar 16 anos, recebe um carro dos pais, vai comemorar com um pega e os pais só o viram de novo morto. Dramático? Não, real.
A pesquisa aponta, ainda, que 21% dos entrevistados já se envolveram em acidentes. As principais causas são: desatenção ou imprudência do motorista (57%), excesso de velocidade (15%) e consumo de bebida alcoólica (9%).
Pelo que acompanho em Salvador, onde o trânsito não tem fiscalização nenhuma - pessoas dirigem sem cinto, com o braço para fora, em pé ou sentadas em cima de caminhões ou pick-ups, sinais são invadidos e ultrapassagens irregulares e violentas acontecem por minuto - legalizar a direção a menores de 18 anos é dar um atestado de morte a maioria deles e a milhares de transeuntes que estão nas calçadas andando ou esperando ônibus.
Sou contra, sim. Na minha casa, meu filho só dirigiu depois de tirar habilitação - depois dos 18 anos, é claro. Não porque ele fosse irresponsável, mas porque nós, os adultos, somos responsáveis. Que prevaleça o bom senso e a justiça. Se é pra liberar isso, que seja revista também a idade penal. Chega de impunidade no trânsito. Estou sendo radical? E você, o que acha sobre isso?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

VERGONHOSA LISTA DE NOVOS IMORAIS

A cada dia ações imorais despontam pelos cantos dessa vida. Uma delas, VERGONHOSA, é a ação movida por ex-deputados e dependentes que entraram com ação na Justiça baiana solicitando a revisão de aposentadorias e a incorporação de benefícios por parte da Assembléia Legislativa. Até ajuda de custo, cota de combustível e outras cotas, pagas aos parlamentares em exercício do mandato, esse grupo quer; e o Tribunal de Justiça concedeu mandato de segurança permitindo. O valor da indenização é milionário: quase o valor da cota orçamentária anual da Assembléia Legislativa, que é de cerca de R$ 220 milhões.
Do jeito que as coisas acontecem, cabe refletir o que vem acontecendo conosco, seres humanos. Mas uma vez questiono para onde estão indo - ou para onde foram - a moral e a ética. Temos que nos conscientizar, nesse momento, que o dinheiro a ser pago a essas pessoas não é da Assembléia Legislativa, nem do Governo do Estado: ele é gerado pelos exorbitantes impostos que nos são cobrados; sairão, portanto, do nosso bolso. Serão retirados de investimentos em áreas prioritárias para a imensa parcela da sociedade baiana que carece de apoio estatal.
Pesquei no Blog do colega Raul Monteiro - www.politicalivre.com.br -, sendo a fonte principal o Jornal A Tarde, o nome daqueles envolvidos nesta indecente ação. Notícias apontam que o ex-deputado Domingos Leonelli comunicou oficialmente à Assembléia que não autorizou a ação em seu nome e que renuncia a qualquer benefício que seja gerado por ela. É bom saber quem quer tirar dinheiro do nosso bolsa de forma tão VERGONHOSA. Na lista, ex-deputados ( alguns inclusive falecidos, como Galdino leite e Gastão Pedreira) e dependentes.

Almir Araújo dos Anjos
Manoelito Ribeiro Teixeira
Arnaldo Murilo Leite
Adelmo José de Oliveira
Antônio Silva Fernandes
Cleraldo Andrade Rezende
Carlos Alberto Moreira Simões
Daniel Gomes de Almeida
Domingos Leonelli neto
Ernani de Oliveira Rocha
Edigar Dourado
Maria das Graças Oliveira
Antônio Menezes Filho
Cristiane Acrux Miranda
Carla Acrux Miranda
Carlos Alberto Cunha
Durval Gama Sobrinho
Dilson de Souza Nogueira
Ewerton Souza de Almeida
Fernando Mário Pires
DaltroFernando
Wilson Araújo Magalhães
Guttemberg Soares Amazonas
José Galdino de Aragão Leite
Geraldo de Almeida Ramos
Gastão Otávio Lacerda Pedreira
Horácio Matos Júnior
Henrique Weyll Cardoso e Silva
José Cândido de Carvalho Filho
Jurandy Cunha Oliveira
Jorge Calmon Moniz de Bittencourt
João Carlos Tourinho Dantas
Jayme de Souza Vieira Lima
Jayme Alfredo Lago Mascarenhas
Leônidas Rocha Cardoso
Luiz Pedro Rodrigues Irujo
Lourival Evangelista Costa
Márcio Oscar Martins Cardoso
MIguel Abraão Fahiel Filho
Marco Antunes Boiron Cardoso
Manoel de Almeida Passos Filho
Manoel Nunes de Cunha Régis
Maria José Flores Campos
Aderlinda Coelho de Carvalho
Oscar Cardoso de Silva
Oldack Carvalho Neves
Paulo Maciel Fernandes
Renato Augusto Pedreira
LeoniRaimundo Machado Cafezeiro
Rita Tanajura Batista Neves
Roque Aras Paulino
Franklin de Queiroz
Raimundo Sobreira Filho
Wilson Mascarenhas Lins de Albuquerque
José Leão Carneiro
Waldomiro Borges de Souza
João Emílio Oliveira Souza