quarta-feira, 20 de junho de 2007

Casseta sem humor

Algumas pessoas que me conhecem acham que sou bem humorada; outras, que convivem muito de perto, acham que nem tanto. Gostaria muito de ter o humor do meu querido pai, sêo Nilton Cavalcante Amorim(alagoano de Palmeiras dos Índios), que não perde uma oportunidade de fazer pilhéria, mas acho que saí mais ao jeito da minha mãe, dona Maria Cleonice "Nicinha" Amorim (pernambucana de Pesqueira), que leva as coisas mais a sério do que deveria. Já fui do tipo 80 ou 800 (sim, pra ver que extremos). Hoje me classificaria em 8 ou 500.
Este preâmbulo nada mais é senão para registrar a minha decepção - e INDIGNAÇÃO - com aqueles que fazem o Casseta e Planeta. Não é de hoje que já vinha perdendo o interesse pelo programa, que vem deixando o humor inteligente para se limitar ao humor de duplo sentido, sempre com o sexo no meio - ou no lado, ou na ponta, sei lá. Mas ontem, ao ver o quadro sobre o Personal Código Penal Tabajara, não acreditei. Como pode humoristas tão geniais descerem tanto e se dignarem a confundir humor com estímulo à baderna?
Sei que nosso país está de pernas pro ar; que é um caso atrás do outro de corruptos localizados, presos, soltos, e como sempre impunes. Mas isso não justifica que pessoas com um espaço na mídia, em horário tão valorizado, esqueça da responsabilidade que temos - profissionais da comunicação e do engtretenimento - com as palavras e incentive o desrespeito às leis.
Recentemente, no Instituto Espírita Boa Nova, debatemos sobre o cuidado que devemos ter com qualquer tipo de divulgação: desde aquela fofoquinha sem supostas consequências, até reportagens na televisão, que têm um poder subliminar de fazer com que as pessoas repitam palavras e atos que vêem e ouvem. Assim como o pensamento, a palavra tem muita força. Aliada à imagem, então, é poderosa. Não fosse assim as igrejas não estariam cada vez mais ocupando espaços na televisão para atrair fiéis incautos.
Lamento, mas não consegui ver humor nesse quadro do Casseta e Planeta. Não consegui mover um músculo no sentido de, pelo menos, esboçar um sorriso. Não adiantou meu marido dizer:"É só brincadeira...".
Estimular violência, agressividade, irresponsabilidade não é humor. Exceto se for humor negro.

sábado, 16 de junho de 2007

Casamento e funeral juntos?


Como já disse em outras confabulações e no meu perfil, sou espírita. Como tal, entendo que, após a morte, o espírito se desliga do corpo e pode até ficar junto dele. Mas, se sepultado ou cremado o corpo, o espírito permanecerá onde estiver o seu tesouro, seja qual for esse tesouro. Por entender isso, tão bem debatido por Newton Simões no Instituto Espírita Boa Nova, fiquei surpresa e, confesso, um pouco chocada, com a notícia que li no www.g1.com . Vou transcrevê-la para você. Pensei que na Índia eles tivessem uma outra concepção de espiritualidade. A mãe do noivo poderia estar ali, segundo a doutrina Espírita. Bom, como parece fazer parte da tradição deles.... mas que é estranho é. Ou não é?


" Sanjeevi Rajan, um malaio de 28 anos, se casou com sua noiva, Sasikalah, em cerimônia realizada junto com o funeral da mãe dele, que morreu sem realizar o sonho de ver o casamento do filho. As duas cerimônias foram realizadas segundo os ritos hindus, já que as duas famílias são de raízes indianas. Assim, o "thali" (adorno floral indiano), que estava nas mãos da morta, foi depois colocado por Sanjeevi no pescoço de sua noiva, como manda a tradição.
De acordo com o jornal "The New Straits Times", a mãe, de 47 anos, queria muito assistir ao casamento, marcado para 30 de junho. Mas, no domingo, ela morreu de um ataque cardíaco, enquanto fazia compras para o casamento em um shopping na Índia.
O corpo foi transportado para o velório na sua casa, em Port Klang (Malásia). O viúvo pediu então aos noivos que cumprissem a última vontade da morta e se casassem durante o funeral. Eles aceitaram a proposta.
"Eu gostaria de casar no templo no dia 30 de junho, mas minha mãe estaria lá. Pelo menos agora, minha mãe está aqui", disse o noivo. "Hoje é ao mesmo tempo o pior e o melhor dia da minha vida", completou ele.

Quem tem sonhos eróticos?


Segundo notícias da France Presse publicadas na Folha On line, estudo divulgado nesta semana no Canadá mostram que homens e mulheres têm a mesma quantidade de sonhos eróticos, mas as fantasias sexuais são diferentes. O pesquisador foi o professor adjunto do departamento de psicologia da Universidade de Montreal, no Canadá, Antonio Zadra, que apresentou os resultados de sua análise no "Sleep 2007", a conferência anual para cientistas do sonho, pesquisadores e representantes da indústria, em Minneapolis.

O estudo diz que as mulheres tendem a fantasiar com astros de cinema, do rock, políticos ou amantes passados e presentes; os homens tendem a imaginar relações com várias parceiras, em público ou em locais desconhecidos. Ambos tiveram a a mesma quantidade de sonhos eróticos. As coisas definitivamente mudaram, uma vez que, em estudo realizado em 1960, havia sido concluído que os homens sonhavam muito mais com sexo que as mulheres.
Mas, uma coisa importante o estudo mostra, na minha leitura: nem só de sexo ou sonho erótico vivem homens e mulheres. Foram entrevistados para o estudo 64 homens e 109 mulheres, que registraram seus sonhos durante um período de duas a quatro semanas. Com certeza bons sonhadores, porque conheço muita gente que nunca lembra do que sonhou ou se sonhou. Não é esse o meu caso: sonho muito, meus sonhos são coloridos e lembro nitidamente da maioria deles. Pois bem, os voluntários registraram 3.500 sonhos, dos quais apenas 8% com teor erótico.

Se fizermos uma regrinha de três rapidinho, veremos que homens e mulheres estão com seus sonhos ocupados com outras coisas. Vejamos. Cada um dos 173 entrevistados teve 20,23 sonhos no período de 15 dias a um mês. Desses, apenas 1,62 eróticos. Se fôssemos medir a libido por aí, o resultado seria pífio. A matéria não diz a faixa etária dos pesquisados, mas acredito que o índice da prática do sexo difira do de sonhos eróticos. Assim, o resultado poderia significar, nas entrelinhas, que homens e mulheres estariam resolvendo melhor sua vida sexual, sem necessidade de o inconsciente despertar suas carências nos sonhos ? Sim, porque entendidos de sonhos dizem que eles (os sonhos) "são representações de nossos pensamentos, sentimentos e outros conteúdos de nossa consciência com que viemos nos ocupando ontem ou dias antes" . De duas uma: ou os pesquisados estão com vida sexual muito boa ou muito ruim.
E você? Com que frequência tem sonhos eróticos? No meu caso nem sei dizer: nunca parei pra contar. Além disso, tem coisas que prefiro fazer a sonhar.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Um dia para o amor.



Esta confabulação escrevi no Dia dos Namorados e, por algum erro meu, não consegui publicá-la. Descobri agora (vixe, maria!) que estava salva como rascunho. Coloco-a, então, para leitura de vocês. 15/06/2007
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Hoje acordei sem vontade de procurar ou saber de notícias. Não quero saber de operações da PF, não quero saber de CPIs que não servem pra nada, exceto para fazer política, não quero ler sobre declarações daqueles que não têm moral para cobrar atitudes no país porque nunca tiveram coragem de tomar suas próprias atitudes quando na berlinda.


Hoje acordei, como na maioria dos meus dias, feliz. Aquela felicidade serena, gratificante, que enche seu peito de amor, muito amor. Felicidade por abrir os olhos preguiçosamente, girar o corpo no mesmo ritmo preguiçoso, entrelaçar pernas e braços com aquele a quem amo, dar e receber um beijo carinhoso em cada olho e ficar ali, ainda dorminhocos, declarando silenciosamente o nosso amor.


Sinto-me leve e plena em meus quase 45 anos, com uma história de amor de 30 anos, intercalada por uma distância de vidas opostos de 10 anos. Há quase 18 estamos juntos; há 17 renovamos o nosso amor no dia dos namorados e há 5 confirmamos o nosso compromisso civilmente. As contingências da sociedade também se fazem necessárias.


Nosso amor tem sobrevivido a vários presidentes, aos seus planos econômicos, às crises políticas onde o sujo fala do mal lavado. Juntos, temos construído um amor sólido, de companheirismo, de amizade, de tesão. Seguimos à risca a sugestão dos orientais de escolher como companheiro alguém que gostemos de conversar para, na velhice, quando não mais tivermos forças para o sexo, tenhamos o amigo.


Nesse dia, Dia dos Namorados, não poderia deixar de confabular com vocês sobre o amor. Ele existe, acreditem. E é possível, também. Mas desistam aqueles que acham que para amar os dois têm que se tornar um só. O amor é feito de duas pessoas, com suas individualidades, suas personalidades e seus desejos; com o respeito e a tolerância; com a vontade de estar junto mesmo sendo diferente, embora não tão diferentes - algo em comum sempre terão. É assim que eu procuro ser com o homem que amo. Seu nome: Roberto.

Eleições para diretores escolares


No período em que fiz Assessoria de Comunicação em São Sebastião do Passé pude ver que, quando um gestor tem perfil democrático ele implanta programas e medidas que fortalecem a democracia e o serviço público. Lembrei do prefeito Zezito Pena - hoje, ex-prefeito - por conta da briga das escolas com o governador Jacques Wagner, exigindo a eleição direta dos diretores. Lá em São Sebastião do Passé, uma cidade com 40 mil habitantes e que por birra dos governos anteriores não integra oficialmente a Região Metropolitana de Salvador - apesar de estar a 58 km da capital, eleições diretas nas escolas é uma realidade há 10 anos. cada mandato tem dois anos, com direito a uma reeleição. As regras foram estabelecidas logo no primeiro ano do primeiro mandato de Zezito.

Realmente, é importante a eleição direta, porque tem a participação da comunidade escolar (professores, funcionários, alunos e pais) e implica em maior responsabilidade para o(a) diretor(a). Mas não dá para deixar de questionar: se lá em Passé tem isso há uma década e o governo do Estado sabia disso, porque nunca foi implantado o sistema pelo governo anterior? Por que a comunidade escolar nunca exigiu isso tão veementemente? Por que só agora a eleição tem que ocorrer, e de forma assim tão imediata? Por que Wagner prometeu? Sei não, mas parece uma orquestra com maestro oculto... Qual a sua opinião?

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Boa nova para mulheres desempregadas

Uma boa notícia para as mulheres. Segundo matéria publicada na Folha On line desta quinta-feira, 14/06, o presidente Lula assinou ontem um decreto, publicado no Diário Oficial da União de hoje, que altera a regra atual do salário-maternidade, pago pela Previdência Social. O decreto estende o benefício às seguradas que foram demitidas, a pedido ou por justa causa, ou que deixaram de contribuir.
Antes, as seguradas só tinham direito ao benefício enquanto mantivessem a relação de emprego ou enquanto contribuíam com a Previdência. A partir do decreto, terão direito ao salário-maternidade se o nascimento ou adoção do filho ocorrer no chamado período de graça, que pode variar de 12 a 36 meses após a demissão.
Não sei é se será uma boa notícia, a longo prazo, para o INSS. Afinal, o Instituto Nacional do Seguro Social concede, em média, 36 mil salários-maternidade por mês. De janeiro a junho deste ano foram mais de 181 mil benefícios. Desses, 43 mil ainda estão sendo pagos. Já foram liberados R$ 75,8 milhões para esse auxílio. Em 2006, foram R$ 171,6 milhões. E, reclamam sempre os governantes, falta dinheiro... está no vermelho. Como será então?

Ralo da BR-110


Será que a Polícia Federal não está desenvolvendo nenhuma operação sigilosa, ainda na área de obras públicas, que envolva a BR-110, que liga Salvador a minha terra natal, Paulo Afonso? Algo de muito errado vem acontecendo há mais de 30 anos por aquelas bandas. Enquanto a ligação de PA com Recife sempre teve asfalto - na maioria das vezes de excelente qualidade - feito pela CHESF, o trajeto para a capital baiana sempre foi um inferno. Na primeira vez que vim a Salvador, em 1979, tive que descer do ônibus nas imediações de Cícero Dantas e andar na lama, com mala e tudo, para fazer baldeação. Ou seja, os passageiros com destino a Salvador trocavam de ônibus com os que estavam com destino a Paulo Afonso.

Aqui estou há 18 anos e um mês e a história é sempre a mesma. Em um período, conserta-se rodovia. Viajamos alegres e tranquilos para visitar a família. Seis meses depois, tão bom foi o asfalto que temos que reduzir velocidade para não quebrar o carro em alguma cratera pós curva ou no declive. Lá se foi a estrada... lá se foi o dinheiro. Aliás, o dinheiro já tinha ido há muito tempo, uma vez que o asfalto não passou de um recapeamento ralo que não resiste a uma chuvinha ou ao peso dos caminhões que por lá circulam. É um ralo longo e profundo.

Tenham certeza que eu ficarei muito feliz se nas apurações dessas operações da PF acharem um fiozinho que ligue o provável roubo que tem ocorrido pelos 450 (ou será 470) km que ligam minha atual moradia com minha terra natal.

Ditadura aprovada?

Falamos incessantemente da liberdade de expressão. Ela é essencial. Mas não deixa de me espantar a agressividade estampada na nota publicada no Correio da Bahia de hoje, 14/06, sobre a indenização que a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça aprovou para a viúva e os filhos de Lamarca. Vejam o texto: " A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça resolveu premiar a família de um assassino, o ex-capitão do Exército Carlos Lamarca, morto em 1971 no sertão da Bahia, depois que abandonou o Exército e se tornou terrorista para estabelecer uma ditadura socialista no Brasil. Sua viúva e os dois filhos vão embolsar, cada um, R$100 mil no ato, e a viúva, além disso, uma pensão vitalícia de R$12,1 mil mensais, o equivalente ao soldo de um general. Se brincar, logo a comissão vai mandar pagar também indenização aos descendentes da amante do terrorista, Iara Avelberg, que se matou durante um cerco policial no bairro da Pituba, em Salvador. O curioso é que até hoje a família do rapaz de 20 anos, que servia à Polícia Militar de São Paulo, e que por Lamarca foi assassinado, não recebeu um tostão. ". Será que defendem, realmente, indenizações para famílias dos algozes da ditadura? Qual a sua opinião sobre isto?